A passagem dos 110 anos de morte de Victor Meirelles, data reverenciada pelo museu através desta exposição, é oportuna para lembrar toda a trajetória do artista catarinense, desde a sua condição de aluno na Academia Imperial de Belas Artes até se tornar professor honorário da própria. Enseja ainda uma reflexão em torno de toda a sua obra, já que ao mesmo tempo em que se encerra o ciclo de sua vida, vida de dedicação à Arte, se iniciam os estudos sobre a sua obra, aflorando o seu talento e a sua dedicação, o que resultou mais tarde no seu reconhecimento como o maior pintor brasileiro do século 19.
Em trecho do livro catálogo 50 Anos do Museu Victor Meirelles podemos ler que “em 1903, doente e abandonado, Victor Meirelles não resiste e morre na manhã de 22 de fevereiro, um domingo de Carnaval, legando para o país uma das maiores obras pictóricas de que se tem conhecimento. Tinha então 71 anos. A viúva, Rosália, morreu ao final do mesmo ano.”
Mais do que lembrar e homenagear Victor Meirelles cabe ao museu que leva o seu nome a tarefa de preservar, pesquisar e divulgar a vida e a obra deste artista, de modo que o seu legado faça parte não só do nosso passado histórico, mas que tenha condições também de ser levado a fazer parte do futuro de todos nós.






